Queda de Cabelos

Uma queda de até 100 fios de cabelos por dia pode ser considerada normal. Sinais indiretos de que a queda está excessiva são muitos fios soltos na escova, na blusa, no chão do banheiro e/ou no travesseiro. No caso da alopecia androgenética, podemos observar também um afinamento dos fios, além de rarefação dos mesmos, sendo possível visualizar o couro cabeludo nos casos mais avançados.

Nas mulheres, as causas mais frequentes são os distúrbios hormonais, estresse, anemia, ferro baixo no sangue, falta de vitaminas, alterações na tireoide, entre outros. Nos homens, as causas mais frequentes são hereditariedade e estresse.

Sinais indiretos de que a queda está excessiva são muitos fios soltos na escova, na blusa, no chão do banheiro e/ou no travesseiro. Outra forma de saber se a queda está excessiva é a “prova da tração”. Se numa puxada forte de cabelos, caírem mais de seis fios pode ser um sinal indireto de que a queda está acima do normal.

Além disso, podemos usar a tricoscopia, que consiste em exame rápido, não invasivo e indolor feito no consultório dermatológico com o uso de um fotovideodermatoscópio.  Com aumento de 20 a 70 vezes, permite o estudo microscópico das hastes pilosas e do couro cabeludo, com e sem luz polarizada. Possibilita uma análise comparativa das diferentes áreas do couro cabeludo, determinando os locais de comprometimento capilar e sua intensidade, além de avaliar a resposta ao tratamento instituído. Esse recurso pode ser usado tanto no diagnóstico, quanto na indicação adequada do tratamento e na avaliação da resposta ao tratamento.

Dentre as opções terapêuticas de uso tópico, merecem destaque as soluções de minoxidil e 17 alfa estradiol. Dependendo da intensidade do quadro, podemos prescrever medicamentos de uso oral, tais como a finasterida, dutasterida, antiandrógenos como a ciproterona e espironolactona, além de polivitamínicos específicos.

Recursos terapêuticos muito interessantes e que podem proporcionar resultados consistentes no tratamento da queda de cabelos são os lasers fracionados, LEDS, microagulhamento com “drug delivery” e intradermoterapia capilar.

Nos casos mais acentuados, o implante de cabelo pode ser uma opção.