Câncer da Pele

É a neoplasia mais frequente no país. A doença é causada por células que sofreram algum tipo de mutação e se multiplicaram desordenadamente, criando um tecido doente, o tumor. Se a neoplasia for detectada no início, há grandes chances de cura, mesmo nas manifestações mais agressivas.

A exposição solar crônica é o fator mais importante no surgimento de um câncer de pele, principalmente dos cânceres de pele não melanoma. O risco de desenvolver carcinomas basocelulares é cinco vezes maior aos 75 anos se comparado a um indivíduo de mesma cor de pele com 50 anos.

A exposição aguda e as queimaduras solares que geram bolhas, também são fatores de risco no desenvolvimento de câncer de pele, principalmente do melanoma.

O tabagismo também é fator de risco, principalmente no desenvolvimento de carcinoma espinocelular. Além disso, a doença é mais comum em maiores de 40 anos e pessoas de pele clara .

O diagnóstico é feito a partir de biópsia da lesão de pele, após avaliar histórico do paciente e realizar exame minucioso da pele.

Cirurgia excisional – Remoção do tumor com um bisturi e também de uma borda adicional de pele sadia, como margem de segurança.

Curetagem e eletrocoagulação – Usadas em tumores menores, consiste na raspagem da lesão com uma cureta, enquanto um bisturi eletrônico destrói as células cancerígenas. Não indicado para tumores mais invasivos.

Criocirurgia – Promove a destruição do tumor por meio do congelamento com nitrogênio líquido, a -50 graus. Pode ser uma opção em casos de tumores pequenos . Não há cortes ou sangramentos. Também não é indicado para tumores mais invasivos.

Cirurgia Micrográfica de Mohs – O cirurgião retira o tumor e um fragmento de pele ao redor. Em seguida, esse material é analisado ao microscópio. Tal procedimento é repetido sucessivamente, até não restarem vestígios de células tumorais.  A técnica preserva boa parte dos tecidos sadios e é indicada para casos de tumores mal delimitados ou em áreas críticas para a cirurgia excisional tradicional.

Terapia Fotodinâmica (PDT) – O médico aplica um agente fotossensibilizante, como o ácido 5-aminolevulínico (5-ALA) nas células anormais. No dia seguinte, as áreas tratadas são expostas a uma luz intensa que ativa o 5-ALA e destrói as células tumorais, com mínimo dano aos tecidos sadios.